Uma luz no escuro
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Conto os dias, conto as horas, os minutos. Tenho pressa de ir, tenho pressa de chegar, tenho pressa de poder estar todos os dias com as pessoas que mais gosto, de fazer o que mais gosto onde eu mais gosto de estar. A necessidade de ir é felizmente percebida pela pessoa que eu mais tenho medo de perder e não quero de todo perde-la devido a uma escolha, sim uma escolha, vou em busca de alguma estabilidade financeira que não encontro aqui. Nem toda a gente tem esta oportunidade por isso seria estúpido se não aproveitasse. O problema não é só ter de ficar longe dela, é ficar longe de tudo, eu já passei por isto uma vez e quando voltei... por algum tempo cheguei a sentir que não pertencia mais aqui, mudei de atitude perante algumas pessoas porque tendo uma visão exterior da minha antiga rotina concluí que estava a dar demasiado valor a quem nem sequer perguntava por mim. Consegui dar outro rumo à minha vida, consegui ficar com alguém que sempre fez falta na minha vida mas que eu cegado pela "rotina" nunca percebi que estava sempre ali. Eu era uma pessoa demasiado fechada e com muitos dilemas interiores e parece que de uma só vez os resolvi todos, no entanto sinto-me mais vulnerável mas não tenho medo. Estava desgastado de procurar emprego e deprimido por nuca ter conseguido nenhum agora só me sinto frustrado porque tal como o ano passado, este ano só tive oportunidades de emprego depois de ter confirmado que ia sair do país novamente. Parece-me um pouco injusto que ande 9 meses à procura de um emprego cá e ele só surja quando estou de saída. Enfim, são só cerca de 3 meses mas que podem ser 6. Não é minha intenção ficar lá fora porque sinceramente eu acredito na minha oportunidade aqui onde eu pertenço, não descarto que no futuro o contrário poderá fazer sentido mas de momento não faz. Não posso deixar de dizer estou preocupado com o futuro no meu país, nós jovens que não temos culpa nenhuma é que estamos a pagar pelos erros do passado. Para quê investir na educação se a economia não acompanha esse desenvolvimento, para quê desperdiçar tempo e dinheiro numa formação superior? Segundo a minha leitura da situação aqui só tem futuro de sobreviver pessoas desqualificadas, sim vamos chegar ao ponto de nenhuma entidade patronal ter possibilidades de pagar mão de obra qualificada. Numa Europa que fecha as portas à emigração, doutores aqui não terão futuro. Então onde o terão? É por isso que não descarto a possibilidade de sair daqui de vez, mas é triste, é injusto, é doloroso. Aqui a realidade é trabalhar para aquecer, não temos direito a qualidade de vida, não temos direito a ir passear sem preocupações financeiras. Nós que andamos cá metidos nem temos noção disso mas para quem viveu uma realidade diferente é revoltante e sem dúvidas que a revolta a nível mundial seria uma boa solução. Com isto tudo mais me preocupa o submundo que poderia ter uma história bem diferente porque maior parte possui recursos de grande valor mas infelizmente a razão está do lado das armas. O que será preciso para ter um mundo justo???
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